Poextremos (extremoesias)

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Este livro, que me arrisco a chamar “de poesias”, teve início em um texto escrito à mão e motivado pela morte do cineasta Glauber Rocha em 22/08/1981. Um sábado chocante, para muitos.

Chegando a casa com algo angustiante a me corroer por dentro, sentei-me com caneta e papel e despejei todas as sensações que giravam pela cabeça. Em uma sentada, enchi folhas e mais folhas de papel. Em texto corrido, forma de prosa. Até, enfim, sentir-me oco.

Passado um tempo, encontrei aquele amontoado de folhas manuscritas, a olhar para mim. E eu, a olhar para elas. Olhamo-nos bastante, com algum estranhamento. Então, num repente, tomei as folhas e sentei-me à máquina de escrever, passando todo aquele texto para a forma de versos. Totalizaram mais de trinta e cinco páginas. Realmente, um monstrengo.

Em especial, pelo fato de a transcrição do texto em versos haver sido feita quase sem pontuações (mas estão implícitas e podem ser ‘colocadas’ pelo leitor). Sem qualquer rima fonética. Dessa forma, vejo-me obrigado a alertar que sua leitura demandará alguma atenção extra: “O Haarvo (poema do distúrbio)”.

Depois, segue-se “A Morada de Damião”, com apenas três páginas. Esta me surgiu à mente numa tarde de primavera e é mais palatável – espero. Em seguida, vêm Labirintos & Absintos, com dez poesias esparsas selecionadas, sendo apenas a primeira um pouco mais longa (seis páginas); creio que sejam mais facilmente assimiláveis.

Finalmente, ouso incluir 28 páginas de Haikais, de sobrenome Tupinikins, compostas de setenta Haikais distribuídos entre um a cinco haikais por página. Como deve ser inerente ao conceito do haikai, acredito têm em si seu ‘spiritus’: concisos, simples e estáticos. E até bonitos, eu diria, quando sua dinâmica mágica se dá na mente de quem o lê.

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